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Porque você deveria ir a Expomusic 2017?

Se você nunca foi a Expomusic, a primeira coisa a dizer é: VÁ!

Ontem, dia 05 de Outubro, fui ao evento, e posso dizer que foi ótimo.

Assim que soube que iria lá para escrever essa matéria a minha primeira preocupação foi a seguinte, “como vou chegar naquele lugar”?
O local, Pavilhão do Anhembi, é palco de várias feiras, exposições e eventos em geral, mas para quem vai de transporte público pode ser uma dor de cabeça.

Pesquisando na Internet, a Camilla Veríssimo do canal Cinza Flori, que estava comigo, achou a informação de que haveriam alguns ônibus fretados da Feira que levariam as pessoas da estação Tietê ao Pavilhão. E sim, chegando na estação, lá na porta de saída mesmo, encontramos um rapaz com a camiseta da Expomusic que nos informou o caminho que deveríamos seguir para acharmos o ônibus. Foi fácil encontrar, andamos pouco, e esperamos pouco também. Os ônibus saem de 20 em 20 minutos, e o que a gente pegou estava limpo, com um ar condicionado ótimo (com o calor que está aqui em São Paulo, isso é um paraíso).

Logo que chegamos, fomos recebidas por um dos funcionários do evento que usava uma camisa laranja florescente, muito simpático. Ele nos passou todas as informações para retirarmos nossas credencias na sala de imprensa. O atendimento foi rápido e a moça que nos atendeu nos tratou muito bem.

Quando passamos pela entrada principal do evento, já ficamos encantadas com o cuidado da organização e com os stands, cada um mais bonito que o outro.

Stand da marca Luen

O Stand da Luen estava muito legal e bem pensado. Representava um bar na esquina da Avenida Ipiranga com Avenida São João. Reparei nos postes de iluminação e no piso, tudo muito bem bolado. E lá dentro haviam as mesinhas de bar boêmio, uma geladeira com bebidas, e, é claro, os instrumentos de percussão da marca. Nós adoramos! Alguns artistas iam ao stand e tocavam um pouco, chamando atenção de quem passava.

A cada passo que a gente dava, eram mais instrumentos, mais músicos tocando, alguns mais famosos eram parados por fãs para tirarem fotos ou darem entrevista, como por exemplo o Lucas Lima, que é músico multi-instrumentista, cantor, compositor, produtor musical e arranjador brasileiro integrante do grupo Família Lima.

Flávio Venturini no stand da Roland fazendo um Pocket Show.

Andando mais um pouco vimos uma pequena aglomeração em um stand e obviamente, corremos para ver o que estava acontecendo. Chegando lá eu já entendi do que se tratava. Os versos “E lá se vai mais um diaaaa” invadiram meus ouvidos e nas pontas dos pés (sim, estava muito cheio e eu não sou tão alta…rs) avistei Flávio Venturini cantando e tocando Clube de Esquina. Claro que logo depois percebi que não precisava ter ficado nas pontas dos pés, pois havia uma tela grandinha no alto, próximo a ele, com as imagens do show rolando ao vivo. O Stand Roland  foi tomado pelo som dos aplausos da galera que assistia o pocket show que acontecia lá.

Em todo lado tinha alguém sorrindo, pessoas de todas as vertentes musicais, do rock ao samba, do gospel ao punk, do clássico ao experimental, ali, unidos pela mesma paixão. Haviam instrumentos para todos os gostos, todos os estilos, e, quase sempre alguém tocando. Saía sempre um sonzinho maneiro de algum canto.

Estavam acontecendo palestras e workshops gratuitos, e a maiorias dos instrumentos expostos podiam ser “experimentados”. Até eu que não toco nada, me aventurei em uma bateria, e sim, foi um tanto quanto engraçada a cena.

Além de tudo haviam vários palcos para shows que rolam durante o evento, uma praça de alimentação (achamos um hotdog muito bom por 10 reais, mas tem opções para quem não come carne também), espaço para crianças desenharem inspiradas em capas de discos, um lindo espaço de musicalização infantil, stand de camisetas, pinturas expostas, até meias estavam ali a venda.

Algumas pinturas que estavam exposta na Expomusic

Quando a gente pensou que não havia mais nada a explorar, nos deparamos com a porta que levava a outra parte da feira, voltada principalmente as empresas de iluminação para shows. Não fica no mesmo ambiente, e a gente precisou ir para a área externa para chegarmos.

Andamos um pouco no ambiente que abrigava os stands de iluminação, lá tinham menos pessoas e menos música, mas as iluminações eram de outro mundo. Lindas mesmo.

Quando estávamos no caminho de volta para o primeiro ambiente, no corredor da área externa, ouvimos um rockzinho que nos chamou atenção. Vi um palco ao longe e fomos ver do que se tratava. E sim! Aquele palco externo, sob a água, fazia parte da Expomusic, e a área é beeeem legal. Tinha um “barzinho” com bebidas e umas cadeiras espalhadas. Havia um espaço para as pessoas dançarem e assistirem aos shows, camisas com estampas de bandas de rock a venda, a área é coberta e o som contagiante.

O local onde está acontecendo a Expomusic é grandinho, e a gente optou por andar pra lá e pra cá sem buscar orientações (andamos bastante), mas, se você quer procurar lugares específicos e saber onde fica cada coisa tem duas opções bacanas: A primeira é um mapa que costumam deixar ali perto das portas de entrada da Feira; A segunda opção é o APP da Expomusic, que é atualizado com conteúdos exclusivos da Feira constantemente, então você fica sabendo de tudo o que acontece. Seja qual opção você escolher, recomendamos ir de tênis ou sapatos confortáveis, porque com mapa ou não, o legal de ir em eventos como esse é andar e não perder nenhum detalhe.

O que podemos dizer é o seguinte:
Se você é músico, gosta de música, quer conhecer gente atuante no meio musical, você deve ir a Expomusic.

A Feira vai somente até domingo, então se programe.

Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Rua Olavo Fontoura, 1209 – São Paulo – SP – Brasil
Datas: 04 de Outubro a 08 de Outubro
Horários: Quarta a Sábado, das 13h às 21h | Domingo, das 13h às 19h
Valor: R$ 25 (Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam ingresso.)
Site do evento para mais informações: http://www.expomusic.com.br/

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Publicitária, escritora, agente cultural e fundadora do Falante Cultural. Estuda Gestão Cultural no Sesc, e já realizou diversos cursos livres nas áreas de audiovisual, escrita, e produção cultural.

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